Perfume de Jacarandá

Quem és tu. Quem és tu que assim vens pela noite adiante, Pisando o luar branco dos caminhos, Sob o rumor das folhas inspiradas? Sophia de Mello Breyner Andreson

domingo, fevereiro 28, 2010

Encantos meus

Com a chegada do tempo frio, as borboletas partiram.
A Primavera trazê-las-á de regresso ao jardim.
Dançando, irão voando de flor em flor, misturando-se com o seu colorido. A sua beleza transporta-me a um mundo de cor, policromático e também aromático, lembram-me pequenas e leves bailarinas. Sigo o seu voo, encanto-me com a leveza do seu bater de asas. Sejam pequenas, grandes, de cor única ou multicolores, gosto de as ‘guardar fotografadas’; os meus olhos sorriem neste gesto aparentemente simples que somente com alma se consegue.

Eis o que retive da dança a que assisti!





terça-feira, fevereiro 23, 2010

Alecrim

Em primeiro lugar alecrim é uma palavra foneticamente bonita.
Depois, bem depois é a natureza sempre a alegrar-nos, a compensar-nos.
O alecrim encanta-me não só pelo aroma e beleza visual, mas também porque Cá na Aldeia são “aos molhos”; floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais.
O nome alecrim é usado para referir outras espécies, como o rosmaninho. No entanto alecrim e rosmaninho, pertencem a dois géneros completamente diferentes, o Rosmarinus e a Lavandula, respectivamente. As diferenças podem ser comparadas entre a forma e a coloração-intensidade da flor. Haverá alguém que não goste de alecrim do campo? Não acredito.




(alecrim da Aldeia-Lar)

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Tita á janela...

Princesa ou donzela?




Ao fundo do jardim, afinam-se violinos a serenata
começa em breve...


(clicar nas fotos)

terça-feira, fevereiro 16, 2010

A prenda que o mar me trouxe

Procuro no horizonte a linha que separa o mar do céu, sigo o movimento lento das ondas que se desfazem.
Os pensamentos voam ao sabor da brisa.
Suavemente uma onda vem e a meus pés na areia molhada deixa uma concha! De vaga em vaga talvez do profundo mar azul.
Seguro-a, nela observo leves tons lilás com nuances de rosa-bege;
Saúdo o mar… por tão maravilhosa dádiva.


sábado, fevereiro 13, 2010

Floriu a minha Amaryllis

Os amantes das flores sabem, que elas têm uma linguagem própria, única, mas silenciosa; essa linguagem tem sido usada através dos tempos para transmitir ideias, sentimentos e mensagens. Oferecer flores a alguém tem sempre um significado ‘pessoal’.
Esta amarylis é vistosa, com pétalas bem definidas com cor viva e harmoniosa e de elegância ímpar ! O vermelho representará o dinamismo, a força, coragem e paixão. Como vermelho também é a cor do fogo; fogo e paixão combinam.
Esta flor pode viver durante anos, florescendo em periodos anuais e hibernando durante uma fase do ano; os bulbos ou bolbos repetem todos os anos o mesmo ciclo de vida.
Todos os dias a namoro em silêncio.


terça-feira, fevereiro 09, 2010

Pausa

O vento agreste bate-me no rosto; as mãos protegidas nos bolsos, fecho os olhos para melhor sentir a brisa e o marulhar.
Sem barcos nem aves na paisagem, um manto de espuma cobre a praia.
O barulho das ondas consegue fazer-me vibrar e sentir quão grande é o poder do mar.
O vento no rosto, a praia deserta, o sol rompendo por entre nuvens de algodão-cinza limpam-me interiormente.
Em tarde agitada, é isto que verdadeiramente vale a pena
Esta paz!

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

A última rosa

O jardim veste o casaco de inverno e inclina-se com a força do vento,
os ramos nus das árvores balançam.
Então a magia acontece: uma rosa esquecida perfuma o ambiente.
A beleza e a linguagem das flores durante este tempo invernoso.


segunda-feira, fevereiro 01, 2010

A amizade é mais que um gesto

Viver rodeada de bons amigos, em plena harmonia e sintonia, é para mim um dos mais belos prazeres da vida.
Estava triste, com pequenas partidas que a vida por vezes nos prega, quando tocaram á porta: era uma amiga que me trazia flores!
Um conjunto de emoções e sensações maravilhosas, alegria, surpresa, bem-estar apoderaram-se de mim; dar flores é uma demonstração bela de carinho, nem são precisas palavras, pois as flores trazem consigo mensagens. Mas elas não vinham sós; em mão entregou-me o ‘cartão’ que abaixo transcrevo.
Um gesto único, de simpatia, de atenção e de interesse.
Pequenas coisas! Como seria a vida, sem estes grandes momentos?

«Se conhecesses o mistério imenso do céu
onde agora vivo, este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias, se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor, uma
enorme ternura que nem tu consegues
imaginar.

Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo pensa nesta casa
onde um dia estaremos reunidos para além
da morte, matando a sede na fonte
inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores, se verdadeiramente me amas!»

Santo Agostinho


 
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