Perfume de Jacarandá

Quem és tu. Quem és tu que assim vens pela noite adiante, Pisando o luar branco dos caminhos, Sob o rumor das folhas inspiradas? Sophia de Mello Breyner Andreson

domingo, outubro 30, 2011

Ao pôr-do-sol

Caminhar de pés descalços na areia é uma sensação maravilhosa de relaxamento, descontracção; sentir a brisa do mar num fim de tarde tranquilo, sem relógio que diga que o tempo está a passar é bom. Arquivando páginas, guardando ‘as coisa boas’ que a vida me vai dando, sinto sussurrando: “o melhor ainda está por vir’’...




"E os corpos espalhados nas areias
Tremem à passagem das sereias,
As sereias leves de cabelos roxos
Que têm olhos vagos e ausentes
E verdes como os olhos dos videntes"

Sophia

segunda-feira, outubro 24, 2011

Serenity

Neste meu recanto para onde me retiro do ‘stress’ do dia a dia agarro o que é belo e sereno; sinto o vento em suave brisa, as folhas tocando-se nas árvores, o voo ousado dos pássaros de ramo em ramo, uma flor que ainda desabrocha.
Recanto simples do meu jardim mergulhado em tons outonais. Um pequeno paraíso de sensações.





"Apenas desejo a tranquilidade e o descanso, que são os bens que os mais poderosos reis da terra não podem conceder a quem os não pode tomar pelas suas próprias mãos."
René Descartes

segunda-feira, outubro 17, 2011

Flores

Gosto de fazer sementeiras, flores e plantas que me aparecem no caminho e me agradam, tento sempre reproduzir. No caso, embora ‘cortado’ é um jacarandá…
Por vezes vêm surpresas! Neste vaso onde junto do pé há bem pouco tempo abundavam violetas, floriu uma rara flor! A terra é macia, e a “flor” parece gostar de lugares insólitos. Passa ali horas infinitas
Não sei se gostará de ser regada... mas parece fácil de transplantar...


segunda-feira, outubro 10, 2011

Tejo - Margens

Há coisas que não podemos possuir e trazer para casa... apenas as podemos contemplar e usufruir: em tardes quentes de verão e de aventura, podemos de pés descalços, sentir as margens, ouvir o silêncio e refrescar com a ligeira brisa vinda do rio.
Podemos sim captar, guardá-la e aí sim, depois “voltar” a esta paisagem relaxante.


Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).
………………………………
Fernando Pessoa

terça-feira, outubro 04, 2011

Gaivotas em terra!

Na praia quase deserta sinto-me parte deste cenário!
Um dos elementos que se deslocam dentro da pintura. Fico quieta e quase sem fôlego até que esquecidas da minha presença, as gaivotas pararam a briga, loucas que estavam pelo que resta da ‘pesca'.



(clicar nas gaivotas)

"O que eu queria dizer-te nesta tarde
Nada tem de comum com as gaivotas
".
Sophia de Mello Breyner Andresen

 
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