Perfume de Jacarandá

Quem és tu. Quem és tu que assim vens pela noite adiante, Pisando o luar branco dos caminhos, Sob o rumor das folhas inspiradas? Sophia de Mello Breyner Andreson

segunda-feira, janeiro 30, 2012

De um azul-cinza …


Onde o mar e o céu se misturam um com o outro um navio avança no oceano azul. Olho-o até que desaparece.
É terapêutico, relaxante estar aqui, neste silêncio de fim de tarde acariciada pelo vento. Alguns raios do sol tingem o oceano dando uma tonalidade prateada; fascinam!
É como se este lugar existisse só para nós: ninguém na quietude da nossa caminhada.
Pena não ser capaz de ‘gravar este silêncio’ só quebrado pelo som das ondas, ao longe …


Dia do mar no ar, dia alto
Onde os meus gestos são gaivotas que se perdem
Rolando sobre as ondas, sobre as nuvens.
Sophia

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Os meus recantos



A vida está cheia de presentes: não daqueles que compramos em viagem, na loja, no shoping, mas sim pequenos presentes que tantas vezes passam despercebidos. Sinto que o verdadeiro dom é encontrá-los, olhando-os, como surpreendentes presentes.
Esta aroeira de bagas maduras dá um ar de aconchego ao envelhecido abrigo dos pássaros pendurado num recanto do meu terraço. Uma aroeira por aqui, nascida ao acaso, num dos muitos vasos existentes.
Um presente simples no jardim. Tudo o que tenho que fazer é olhar e captar detalhes, leituras, que passaram despercebidas no olhar anterior, e encontrar a beleza, enquanto o ar de inverno permanece no jardim.
Pequenos momentos de contentamento.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Perfumes

Faz hoje três anos que este Jacarandá aqui foi "plantado”.
Foi crescendo, florescendo em manto lilás; fui apanhando cada flor uma a uma e guardando o seu perfume.
Aqui tenho semeado um pouco do que sinto e do que penso; também daquilo que vou vivendo. Com imagens do meu olhar eternizo momentos vividos.
O meu grande desafio é manter este espaço como jacarandás floridos que inspiram uma tranquilidade sem par, deixando as tristezas off-line.
O grande presente-retorno é ter feito tantas amizades virtuais, saber que pessoas de tantos lugares, continentes, ilhas…por aqui passam lêem o que escrevo, deixam opiniões, saudações : transmitem-me o seu carinho.
Hoje levem convosco uma flor, positiva e perfumada com o aroma do meu sentir...Que a nossa amizade continue florescendo na suavidade da flor que vos ofereço
Obrigada por fazerem parte deste Jacarandá sempre em flor


segunda-feira, janeiro 09, 2012

Em Janeiro as Janeiras...


A minha ”aldeia” é diferente da todas as outras; talvez sub-urbana, talvez semi-rural tem apenas 26 anos mas com encantos mil. É uma aldeia-de-nome, escolhido pelos seus 56 moradores. A rodeá-la tem um muro branco: uma larga porta sempre aberta a quem chega. Tem pinhal envolvente e por perto adivinha-se o mar.
Uma das rotinas na “aldeia” são as actividades culturais:encontros, ateliers, exposições, passeios pedestres,serões regionais e gastronómicos; por esta altura do ano cantam-se as Janeiras. E melhor do que conhecer as tradições é vivê-las por dentro; cumprindo a tradição os aldeões estiveram mais uma vez na rua percorrendo as duas que compõem a “aldeia”; porta a porta cantando as Janeiras ao som da concertina, do bandolim, do cavaquinho, do bombo, dos ferrinhos…tantos! As lareiras fumegavam o cheiro a sobro e azinho fazia-se sentir.
As ofertas foram enchendo os cestos; o grupo foi engrossando, um convívio de fim-de-festa acolheu os janeireiros no salão'colectivo'. A mesa posta e com a lareira acesa aguardavam pelos chouriços assados, salpicões, morcelas, doces e nozes, queijos para dar continuidade ao convívio janeireiro. Noite dentro terminou já a lua cheia pairava sobre nós..
É este projecto chamado “aldeia” concebido e partilhado por um grupo, que a sonhou e materializou, que continua a comandar-nos para sonhar mais e mais...

domingo, janeiro 01, 2012

Espaço em branco


No espelho reflecte-se a minha imagem: no meu rosto de mulher, encontram-se os traços leves de menina com violetas no cabelo.
No olhar sinto que há brilho e força interior para colorir as páginas ainda em branco, deste 2012 (dizem que é um 2000 e dose!), com 366 dias ao todo!
Sempre tive problemas com espaços em branco, livres; sempre os quis preencher com cores. Apesar das ameaças cinzentas, quero continuar pintando os meus dias, com as cores do arco-íris e a semear sonhos com aroma de rosmaninho. Uma certeza tenho: se sorrir terei sempre um sorriso lilás de volta…

 
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