Reflexos
Céu azul, sol brilhante: na zona de lazer junto à Ribeira Grande, árvores esguias e nuas na paisagem deste Inverno seco, inclinam-se docemente sobre ela: reflexo perfeito!
Refletida na água transporta-nos para um lugar tranquilo, sereno, de sonho talvez.
Falta-lhe aqui o nascer do sol para parecer tela de Monet, amante de reflexos. Um sino ao longe, assinalou as onze, em sequência melódica de acordes.
Ambiente poético neste Portugal-interior quase sempre esquecido… mas inesquecível.(Sertã) clicar na foto
Árvores
Parece-me que nunca ninguém há-de
Ver poema tão belo como a árvore.
Árvore que sua boca não desferra.
Do seio doce e liberal da terra.
Árvore, sempre de Deus a ver imagem
E erguendo em reza os braços de folhagem.
Árvore que pode usar, como capelo,
Ninhos de papo-ruivo no cabelo;
Em cujo peito a neve esteve assente;
Que vive com a chuva intimamente.
Os tontos, como eu, fazem poesia;
Uma árvore, só Deus é que a faria. (J. Kilmer 1886-1918)













































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