Terá sido por ventura uma noite como esta que inspirou Beethoven na ’sua’ sonata; génios e estrelas brilham, o luar-platinado combina na perfeição com a serenidade e magia da noite !
A "dama da noite" dança ao ritmo da brisa sobre um luar de Agosto! O ar aromatizado por esta pequena flor tubular branco-esverdeado, que abre somente à noite para exalar o seu perfume, dizem ser o mais forte do mundo de plantas com cheiro.
Um encanto simples que encontrei numa amena e silenciosa noite de Verão... captei a imagem, o aroma inebriante ... esse é impossível!
As ondas quebravam uma a uma Eu estava só com a areia e com a espuma Do mar que cantava só para mim. Sophia de Mello Breyner Andreson
domingo, agosto 29, 2010
Sob um luar de Agosto
segunda-feira, agosto 23, 2010
Alfazema ou Lavanda

A cor é magnífica! Facilmente identificável pelo seu aroma extremamente agradável; eu aconselho esfregar com suavidade as flores nas mãos e colocar em forma de concha para uma lenta e profunda inspiração.
A flor (Lavandula) tem inerentes à sua fragrância a calma, a tranquilidade e a pureza. Não se duvide.
O nome é, claro, latino (de “Lavare”), que significa lavar, óbvio; ‘portanto’ muito utilizada em banhos de purificação e como perfume. Em época de floração as paisagem de cor lilás são únicas. 
Na sua forma, na sua cor, no seu aroma na sua textura, nela tudo é real!
Se as fotografias tivessem cheiro seria muito bom;
Este’exemplar’que adquiri em viagem de férias tem esse aroma!
terça-feira, agosto 17, 2010
Preciosa visita
Voam lentamente sobre as flores de equinácia estas abelhas grandes; dos insectos visitantes mais agradáveis para qualquer jardim. O seu corpo peludo, é colorido e talvez pouco elegante; num voo permanente fazem um trabalho essencial buscar o néctar e o pólen . Uma boa polinização garante a variabilidade genética dos vegetais e a formação de bons frutos: ao buscar o seu alimento nas flores, levam junto ao corpo o pólen para outras plantas tornando-se portanto indirectamente responsáveis pela produção de alimentos: frutas, legumes e grãos.
Este meu pequeno hóspede deixou-se observar bem, depois virou-se...e voou para outro jardim ...
Disse A. Einstein: “Quando as abelhas desaparecerem da face da Terra, o homem tem apenas quatro anos de vida.”
quarta-feira, agosto 11, 2010
estive lá
O Museu Hergé é uma admirável obra de arquitectura. Localizado em Louvain-la-Neuve, arredores de Bruxelas, abriu ao publico em Junho de 2009. O edifício lembra um grande navio, uma imagem que deliberadamente faz eco às várias proezas marítimas de Tintim.
Nos três andares e nove salas do museu (uma delas de exposições temporárias) em forma de prisma, com uma área de 3600 metros quadrados, encontramos cerca de 900 desenhos e pranchas originais de Hergé, objectos pessoais do autor, documentos e fotografias familiares. Assim, acompanhada por um Ipod de última geração,- guia fundamental para a visita- foi fácil "penetrar no mundo de Hergé”, descobrir a sua vida, o que amava, as suas viagens, os animais de que gostava, a sua paixão por carros e sobretudo "o homem multifacetado" que era, o artista cuja criação maior foi Tintim, em Janeiro de 1929.
O nome verdadeiro de Hergé era Georges Remi. O seu pseudónimo provém da pronúncia francesa das suas iniciais invertidas, R.G.
Foram cerca de três horas bem passadas num espaço moderno,atraente, dinâmico; voltarei um dia pois que algumas das exposições são temporárias.
Entrem também
sábado, agosto 07, 2010
Brugge á luz do dia
Esta 'Veneza' de tranquilos canais é um cantico à beleza! é um paraiso sereno, ambiente perfeito para aqueles que, tal como eu procuram retirar-se do seu ritmo de vida frenético para algo mais calmo.
Casas e ruas medievais, bem conservadas emprestam-lhe um ar de magia, um ambiente único e sedutor; tantas histórias poderiam elas contar ...
Na decoração por vezes desconcertante e divertida encontra-se harmonia, equilíbrio: é aqui que me sinto parte deste cenàrio bem flamengo e também em tons lilás!
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terça-feira, agosto 03, 2010
Brugge
As águas calmas do canal brilham; os misteriosos edificios medievos sugerem a passagem de musas inspiradoras de pintores e poetas.
É tempo para relaxar, tempo para desfrutar, tempo para apreciar toda uma beleza que é única; é como viver num mundo encantado dificil de mostrar; são estes momentos surpreendentes a cada canto e recanto, que as minhas palavras não conseguem descrever; quero guardar todas as imagens na minha memória; por isso vou captando estes ' tesouros' para em casa poder continuar a olhá-los, a vivê-los a saboreá-los...
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sexta-feira, julho 30, 2010
na noite
Durante a noite os esquilos não entram no jardim.
Deitada na cama da rede vejo a sombra dos pássaros que voam de árvore em árvore; reina o silencio; o jardim é só meu agora; durante o dia era grande a azàfama dos polinizadores: da equinácia para a lavanda, desta para o 'globle thistle'...Agora a luz da lua que espreita por entre as folhas das àrvores, mostra apenas sombras paradas na noite sem brisa.
Uma rede ao luar, o silencio a tranquilidade...Hoje não fecho a 'porta' do jardim e os meus sonhos vão ser tingidos por todos os matizes do lilás das flores que aqui vivem.
(Brugge-S.Michiels)
sábado, julho 24, 2010
'reencontro'
Chegou o tempo de quebrar as rotinas e desanuviar do intenso ano de trabalho. Para manter o equilíbrio é fundamental afastarmo-nos do quotidiano vivido intensamente.
Como se atesta no post anterior os peixes ficaram bem "entregues".
Em época de férias gosto de partilhar a tranquilidade, seja ele num espaço, num lugar, um momento; hà um ano na Dinamarca tive o meu primeiro encontro com a 'Globe thistle' e este ano num pais bem diferente vim encontrà-la novamente, também no jardim bem junto à janela do meu quarto; jà tinha percebido que era curiosa a maneira como os insectos se enrolam nela; encantada fiquei por a rever e com a paciência da joaninha em posar para mim.
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terça-feira, julho 20, 2010
quarta-feira, julho 14, 2010
um post diferente
A história é simples: o maridão trouxe do quintal este cestinho de tomates de duas espécies, simplesmente biológicos! Criados com água pura sabem como é?
O mais difícil estava conseguido: depois, sobre um prato, fatiei-os numa única camada, á excepção dos cereja; cobri com queijo ‘mozzarela’, reguei com azeite-virgem também ele verdadeiro, vinagre balsâmico e orégãos do quintal; de seguida colhi do vaso que todo o ano se mantém verde no parapeito interior da janela da cozinha algumas folhas de manjericão, piquei-as e polvilhei.
Maravilhosa combinação de cores e sabores com toque de Verão.
sexta-feira, julho 09, 2010
Ao fim da tarde
domingo, julho 04, 2010
Noticias…
Ao que tudo indica sempre eram toutinegras.
Quase sem nos apercebermos voaram do ninho: o mais frágil da ninhada, ao tentar sair caiu para a relva; felizmente havia uma mão amiga por perto que o salvou das garras da Tita; ainda frágil não tinha força suficiente para voar e até para se aguentar nas patitas, foi necessário ensinar o pequenote a segurar-se nos ramos dos bambus e por ali se manteve . Não demorou muito para que os pais o encontrassem, e começaram então as lições de voo.
Ao fim do dia já ía saltando de ramo em ramo depois de fazer pose para a fotografia!
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terça-feira, junho 29, 2010
tempo de jacarandás
A minha praceta tem agora mais encanto.
Cá de cima não me canso de as olhar, esguias, de copa alta, folhagem bonita e delicada, dançando ao sabor do vento e perfumando o ar com suave aroma ! Vejo-as da janela e aceno a esta beleza que me oferecem os jacarandás. As flores ao cair alcatifam o chão como manto macio que meus passos não pisarão.
No céu, prás bandas do Tejo enormes nuvens negras prometem chuva, apesar do sol ainda brilhar e penso: como será ver um arco-íris por entre a copa de um jacarandá!?
quarta-feira, junho 23, 2010
Toutinegra, será? …
No recanto do jardim onde gosto de tomar o meu café quando o tempo o permite, ali onde os bambus estão bem altos e formam como que uma barreira do vento e criam aquela privacidade e silêncio, olhando-os tão verdes e vendo lá no alto o céu azul deixo-me inspirar ouvindo o canto dos pássaros; e tantos são; é então que vislumbro um dos ninhos! Lá dentro estão três ‘pequenotes-passarinhos'! não é fácil fotografá-los do cimo do escadote mas sempre dá para ir acompanhando a sua evolução enquanto os pais andam por aí em busca de alimento.
Uma brisa suave balança os bambus e o seu movimento é como se cantasse canções de ninar.
No jardim não há só flores… aqui acontecem pequenos milagres da natureza; cada dia traz algo de novo descobrir e apreciar.
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quarta-feira, junho 16, 2010
tão lilás!
quinta-feira, junho 10, 2010
Em pleno
Brotaram frescas, leves e lilás... as flores do jacarandá. Como sempre!
Olhando o céu muito azul, com leves nuvens brancas, descubro então que a minha alegria tem mais uma cor, também lilás!! jacarandás com suas flores flutuando sobre pontas de ramos frágeis; gosto deste verde-mistura com lilás e o azul de fundo; belíssimo jogo de cores!
Uma estampagem em padrão livre mas com um resultado que impressiona!
sábado, junho 05, 2010
a preto e branco
Vem do baú de recordações: com esta fotografia, chegam saudades do tempo em que acreditava em contos de fadas e queria pintar no céu o meu arco-íris; tinha cabelos compridos louros, protegidos do sol por um chapelinho branco; o sorriso era de felicidade e o meu mundo não era muito grande mas era maravilhoso!
Na bicicleta enorme e pesada do meu irmão, a irmã mais velha dava-me boleia pois os pés ainda não chegavam aos pedais!
Recordações que deixam um sabor duradouro.

segunda-feira, maio 31, 2010
Com Monet
quinta-feira, maio 27, 2010
ao pôr do sol
Final da tarde: cabeça bem cheia, bem saturada de situações que desejo apagar: descontraio, sereno, sonho e viajo para longe enquanto fico mais leve. No horizonte desenha-se o pôr do sol o sorriso torna-se tão fácil!
É a mais bela pintura!
Muitas vezes nos distraímos e esquecemos estes momentos, em que o sol cumpre o seu ritual diário, criando momentos mágicos como este.
Este momento ficou aqui gravado: pedacinhos de vida que me re-equilibram.
(Aldeia-lar)
domingo, maio 23, 2010
vésperas de jacarandás
Todos os anos nesta época aguardo pelos jacarandás floridos. Eles mantêm a sua opulência verde ao longo de todo o ano e nesta altura despem-se das folhas muito leves; há cerca de quinze dias ainda tinham as folhas acobreadas do Inverno. Aqui na minha rua florescem um pouco mais tarde talvez por causa do vento persistente e constante.
Agora já há rebentos mas ainda sem cor; dentro de um mês as suas copas ficarão transbordantes de lilás.
É um prazer renovado que não me cansa e me leva a esperar desejosa, ano após ano, essa paisagem de quadro 'realista'.
