Quase todas as melhores fragrâncias exigem uma percentagem de jasmim na sua composição, e contêm 30 a 40%, por exemplo: "Chanel N º 5" de Chanel, "Anjo ou Demônio", de Givenchy...
As ondas quebravam uma a uma Eu estava só com a areia e com a espuma Do mar que cantava só para mim. Sophia de Mello Breyner Andreson
quarta-feira, abril 25, 2012
Aromas de cá
Quase todas as melhores fragrâncias exigem uma percentagem de jasmim na sua composição, e contêm 30 a 40%, por exemplo: "Chanel N º 5" de Chanel, "Anjo ou Demônio", de Givenchy...
terça-feira, abril 17, 2012
Eu, Mondrian e Leonardo…
Desde muito nova que gosto de desenhar e observar árvores: é um exercício que muito desenvolvi com alunos. Em meia dúzia de riscos apenas, a capacidade de observação e destreza manual revelavam–se! Pode parecer fácil mas, desenhar uma árvore não é fácil, é arte, e talvez por isso Mondrian, sempre tenha pintado árvores, e Leonardo da Vinci passava horas a observá-las; tirava notas da maneira como as plantas se ramificavam e depois desenhava-as, enfim...
Em qualquer árvore, é ‘vital’ a existência de uma base; desenhar a parte do tronco é extremamente interessante; alguns são de rara beleza plástica, tanto na forma como na cor, sempre diferente a maneira como a casca se vai movendo e ‘tecendo voltas’.
Hoje cruzei-me com esta: a elegância e complexidade deste tronco de pinheiro manso fascinou-me! Registei à sec. XXI
segunda-feira, abril 09, 2012
Um refúgio…
O meu jardim tornou-se uma parte de mim:
Este espaço dá-me relaxamento, momentos criativos que me estimulam e inspiram, adicionando cor ao meu tempo livre. Sentem-se os aromas e os ritmos da Primavera.
Uma casa com jardim, horta, pássaros e borboletas, flores, céu aberto… Melros que constroem o ninho na hera de folhas matizadas; nos bambus outra passarada os invade, cada um vai cantando como ‘sabe’ cuidadosamente orquestrados, cada nota em perfeita alternância, uma verdadeira sinfonia alegre.
E não há nada melhor do que ver crescer no jardim os múltiplos bolbos de narcisos: nos últimos dias explodiram em crescimento. Serão brancos, amarelos, talvez matizados…
A cor no jardim está, de certo modo, nas nossas mãos.
Os meus dias serão agora marcados por estas cores, cheios de imagens sons e aromas...
segunda-feira, abril 02, 2012
O lilás da glicínia
Manhã de céu azul como tantas outras nos últimos dias...simplesmente, diferente porque revejo algo digno de ser pintado!
Silenciosamente inclinadas dão um ar romântico ao muro, combinando na perfeição com os verdes-primavera. Esta glicínia com diversas tonalidades de lilás, de beleza exuberante, está no auge da sua floração com um aroma fantástico!
Uma leva brisa solta algumas pétalas e cria uma suave chuva de lilás e roxo só para mim. Festejando comigo aquele instante abelhas, que levadas pelo agradável perfume, as pareciam beijar.
Estas flores estão-me na memória desde a infância, na casa onde nasci e trazem-me tantas recordações…
Os lindos cachos acompanham-me agora em casa da minha irmã mais velha na “Aldeia-Lar” na casa das portadas azuis.
Todos os anos as visito e regresso ao passado…
sábado, março 24, 2012
Primaveris..
O Kafka acompanha este despertar primaveril, serenamente. Este ano passou todo o Inverno no pequeno lago debaixo de uma grande concha marinha.
Pressentiu que em volta a Natureza começa a despertar e segue-lhe os reflexos; ‘acorda’ para a vida com a chegada de aromas, brilhos raios quentes que o despertam e múltiplos sons primaveris.
Quando hibernou o Linus era ainda pequeno e raramente visitava o jardim: foi agora o encontro! Não foi necessária apresentação : o Linus tratou de se dar a conhecer: achando estranha aquela figura com carapaça coberta de musgos, tentou brincar com ele; ver um pedaço de fiambre para o silencioso "amigo" na sua primeira refeição, não lhe agradou.
Estas pequenas coisas, vivem e sobrevivem para tornar as nossas vidas mais belas: gato e cágado em harmonia...Kafka e Linus um duo-maravilha.
E lá vai ele no seu "silêncio" desvendando as novidades deste ano.
Mais uma vez retocar a pintura do K na carapaça do Kafka é operação indispensável, maneira segura de o descobrir no jardim.
segunda-feira, março 19, 2012
Alecrim
Oscilando ao sabor do vento as flores lilás brilham sob um sol estranho de inverno; um aroma perfumado faz-se já sentir com a brisa.
À volta o silêncio é quebrado pelo zumbido intenso de milhentas abelhas, em interessante dança sobre a pequena encosta! Dá serenidade percorrer calmamente com o olhar todo este esplendor.
Conseguirão imaginar um mar de flores lilás olhando-me e sorrindo?
Na aldeia-lar o alecrim…’é’ aos molhos!
Cada ano a mãe natureza vai cumprindo a sua tarefa, colorindo e salpicando aqui e ali.
segunda-feira, março 12, 2012
Sei de um ninho…
Sei de um ninho escondido aí no alto da trepadeira! …
Mais um pouco e descubro o que se passa: unhas bem afiadas ajudam muito … impossível ficar indiferente aos pássaros grandes e pretos, que em voos provocantes me sobrevoam no relvado e se escondem aqui! Pensam que me intimidam?! Cuidem-se sou trepador e em boa forma fisíca…
Eu sei, não devo… mas também sei que ninguém se atreve a atirar o pau ao gato!
Saudações de um gato, que se sente esquilo, num jardim ensolarado no mês de Março, sob céu azul.
By Linus
terça-feira, março 06, 2012
Reflexos
Céu azul, sol brilhante: na zona de lazer junto à Ribeira Grande, árvores esguias e nuas na paisagem deste Inverno seco, inclinam-se docemente sobre ela: reflexo perfeito!
Refletida na água transporta-nos para um lugar tranquilo, sereno, de sonho talvez.
Falta-lhe aqui o nascer do sol para parecer tela de Monet, amante de reflexos. Um sino ao longe, assinalou as onze, em sequência melódica de acordes.
Ambiente poético neste Portugal-interior quase sempre esquecido… mas inesquecível.(Sertã) clicar na foto
Árvores
Parece-me que nunca ninguém há-de
Ver poema tão belo como a árvore.
Árvore que sua boca não desferra.
Do seio doce e liberal da terra.
Árvore, sempre de Deus a ver imagem
E erguendo em reza os braços de folhagem.
Árvore que pode usar, como capelo,
Ninhos de papo-ruivo no cabelo;
Em cujo peito a neve esteve assente;
Que vive com a chuva intimamente.
Os tontos, como eu, fazem poesia;
Uma árvore, só Deus é que a faria. (J. Kilmer 1886-1918)
terça-feira, fevereiro 28, 2012
Tons matinais
Gosto da janela da cozinha onde pela manhã tomo o café, melhor dito ‘o pequeno almoço’; ela abre-se sobre o jardim.
É por esta altura que o jasmineiro começa a florir: flor de aroma inebriante ‘atrai’ também pequenos pássaros que saltitando chamam a atenção do ‘Linus’ que os persegue e sonha apanhar. Outras vezes são as borboletas que encantam com a sua dança, sobre as flores da equinácia; outras ainda são as gotículas de água que se acumulam depois da chuva. Tudo depende da época do ano: todas as manhãs olho pela mesma janela e vejo os ‘presentes’ que por ela me ‘entram’.
Diz-se que a palavra acordar significa “a-cor-dar” colorir: assim vou dando cor aos meus dias com todas as cores matinais,…
É de manhã
Vem o sol
Mas os pingos da chuva
Que ontem caiu
Ainda estão a brilhar
Ainda estão a dançar
Ao vento alegre
Que me traz esta canção
……..
Tom Jobim
terça-feira, fevereiro 21, 2012
Sintonia em pleno

Inverno ou Verão não dispenso imensas e repetidas caminhadas pela praia: esta pausa é um momento só meu. Respiro a maresia: a cada vai e vem das ondas, sinto o espírito renovado: puro ritual!
Ao pôr os pés na areia todo o cansaço se vai lentamente desvanecendo.
Deixo-me ficar olhando o horizonte, observando o movimento da água que brinca com a areia, as gaivotas voando ao sabor do vento…as andorinhas do mar saltitando irrequietas.
Delicados momentos de sonho, momentos de tranquilidade…
Sinto-me menina sonhadora, que se alegra com esta suave brisa do mar.
terça-feira, fevereiro 14, 2012
Brinquedos - bonecos
Há dias em que sinto saudades deles e vou até ao sótão; é ali que está o meu baú. Mexo-lhes, limpo, alinho e vejo como estão.
Recordo o meu jardim de infãncia, onde brincava horas junto ao canteiro de violetas: apanhava uma a uma e colocava-as nos cabelos louros. Fecho os olhos e continuo por ali a brincar, como só eu o sabia fazer num mundo que era só meu.
O meu grande boneco de cartão, o Bolinhas, acompanhava-me sempre, com um olhar fixo, e sorriso simpático. Repousa agora, aqui, encostado num sofá do sotão, com o cabelo já sem cor e o corpo ‘com marcas do tempo’, de tantos trambolhões que demos em conjunto. Também por aqui estão outros brinquedos em pequeno mas valioso baú de madeira, escurecida pelo tempo. São tantas e tão boas as recordações que me trazem á memória!
É bom ter um lugar onde nos sentimos confortáveis, aconchegados; de vez em quando é bom ‘voar’ até lá. Rebobinamos o filme da vida, avivamos a memória.
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Preciosidades de Inverno
Cristalinas reluzem e brilham em manhã fria de inverno! A relva está orvalhada e forma padrões bonitos e brilhantes; as folhas molhadas cintilam. Nada melhor do que assinalar este dia retendo estas pequenas pérolas .
Os diamantes reais duram muito tempo, mas estes que só existem por escassas horas não devem ser esquecidos. Com apenas um toque da geada, a natureza proporciona-nos uma verdadeira maravilha natural.
segunda-feira, janeiro 30, 2012
De um azul-cinza …
Onde o mar e o céu se misturam um com o outro um navio avança no oceano azul. Olho-o até que desaparece.
É terapêutico, relaxante estar aqui, neste silêncio de fim de tarde acariciada pelo vento. Alguns raios do sol tingem o oceano dando uma tonalidade prateada; fascinam!
É como se este lugar existisse só para nós: ninguém na quietude da nossa caminhada.
Pena não ser capaz de ‘gravar este silêncio’ só quebrado pelo som das ondas, ao longe …
Dia do mar no ar, dia alto
Onde os meus gestos são gaivotas que se perdem
Rolando sobre as ondas, sobre as nuvens.
Sophia
segunda-feira, janeiro 23, 2012
Os meus recantos
A vida está cheia de presentes: não daqueles que compramos em viagem, na loja, no shoping, mas sim pequenos presentes que tantas vezes passam despercebidos. Sinto que o verdadeiro dom é encontrá-los, olhando-os, como surpreendentes presentes.
Esta aroeira de bagas maduras dá um ar de aconchego ao envelhecido abrigo dos pássaros pendurado num recanto do meu terraço. Uma aroeira por aqui, nascida ao acaso, num dos muitos vasos existentes.
Um presente simples no jardim. Tudo o que tenho que fazer é olhar e captar detalhes, leituras, que passaram despercebidas no olhar anterior, e encontrar a beleza, enquanto o ar de inverno permanece no jardim.
Pequenos momentos de contentamento.
segunda-feira, janeiro 16, 2012
Perfumes
Faz hoje três anos que este Jacarandá aqui foi "plantado”.
Foi crescendo, florescendo em manto lilás; fui apanhando cada flor uma a uma e guardando o seu perfume.
Aqui tenho semeado um pouco do que sinto e do que penso; também daquilo que vou vivendo. Com imagens do meu olhar eternizo momentos vividos.
O meu grande desafio é manter este espaço como jacarandás floridos que inspiram uma tranquilidade sem par, deixando as tristezas off-line.
O grande presente-retorno é ter feito tantas amizades virtuais, saber que pessoas de tantos lugares, continentes, ilhas…por aqui passam lêem o que escrevo, deixam opiniões, saudações : transmitem-me o seu carinho.
Hoje levem convosco uma flor, positiva e perfumada com o aroma do meu sentir...Que a nossa amizade continue florescendo na suavidade da flor que vos ofereço
Obrigada por fazerem parte deste Jacarandá sempre em flor
segunda-feira, janeiro 09, 2012
Em Janeiro as Janeiras...

A minha ”aldeia” é diferente da todas as outras; talvez sub-urbana, talvez semi-rural tem apenas 26 anos mas com encantos mil. É uma aldeia-de-nome, escolhido pelos seus 56 moradores. A rodeá-la tem um muro branco: uma larga porta sempre aberta a quem chega. Tem pinhal envolvente e por perto adivinha-se o mar.
Uma das rotinas na “aldeia” são as actividades culturais:encontros, ateliers, exposições, passeios pedestres,serões regionais e gastronómicos; por esta altura do ano cantam-se as Janeiras. E melhor do que conhecer as tradições é vivê-las por dentro; cumprindo a tradição os aldeões estiveram mais uma vez na rua percorrendo as duas que compõem a “aldeia”; porta a porta cantando as Janeiras ao som da concertina, do bandolim, do cavaquinho, do bombo, dos ferrinhos…tantos! As lareiras fumegavam o cheiro a sobro e azinho fazia-se sentir.
As ofertas foram enchendo os cestos; o grupo foi engrossando, um convívio de fim-de-festa acolheu os janeireiros no salão'colectivo'. A mesa posta e com a lareira acesa aguardavam pelos chouriços assados, salpicões, morcelas, doces e nozes, queijos para dar continuidade ao convívio janeireiro. Noite dentro terminou já a lua cheia pairava sobre nós..
É este projecto chamado “aldeia” concebido e partilhado por um grupo, que a sonhou e materializou, que continua a comandar-nos para sonhar mais e mais...
domingo, janeiro 01, 2012
Espaço em branco
No espelho reflecte-se a minha imagem: no meu rosto de mulher, encontram-se os traços leves de menina com violetas no cabelo.
No olhar sinto que há brilho e força interior para colorir as páginas ainda em branco, deste 2012 (dizem que é um 2000 e dose!), com 366 dias ao todo!
Sempre tive problemas com espaços em branco, livres; sempre os quis preencher com cores. Apesar das ameaças cinzentas, quero continuar pintando os meus dias, com as cores do arco-íris e a semear sonhos com aroma de rosmaninho. Uma certeza tenho: se sorrir terei sempre um sorriso lilás de volta…
segunda-feira, dezembro 26, 2011
Expectante
No calendário contam-se os últimos dias de Dezembro.
Sempre que um ano termina outro vem, julgamos que algo de novo começa.
Este será porventura o início de um novo capítulo na nossa vida, anunciam; Janeiro é incolor e frio mais parecendo uma tela vazia, desejando ser pintada com as vivências que virão. Podem ser dezenas, centenas…Fevereiro, depois Março! Dizem que não vai ser fácil.
Mas vai haver sempre um pensamento positivo para cada mês, talvez para cada dia. Algumas das páginas em branco do ‘meu livro’ irão ser preenchidas em tons lilás e salpicos de amarelo. Uns saltam à vista, outros entram pela porta, outros serenamente pela janela para ser diferente.
domingo, dezembro 18, 2011
O meu “cartão” de Natal

Está sendo um Dezembro cintilante, claro, por vezes com manhãs frias e húmidas; no quintal algumas aves vão cantando baixinho ao ouvido da Mãe Natureza ; mais um Natal se aproxima.
Mas cada Natal que passa é um pedaço de mim que se vai desprendendo e me deixa o conforto das recordações, de todos os afectos. Os Natais da minha memória são feitos de presenças que o tempo tornou ausentes, não faltando neles pequenas histórias de amor, família amigos.
A ambiência ‘geral’ que nos envolve é de pouco espírito natalício; no entanto aqui deixo o meu cartão de Natal escrito com a melhor e mais delicada caligrafia, em linhas que contêm calor, aromas, cores e afectos.
Que cada pérola de água que escorre lentamente das pétalas da violeta do meu minúsculo paraíso, brilhe no Natal de todos os amigos(as) do “Perfume de Jacarandá”.
domingo, dezembro 11, 2011
Carpe Diem

Em criança, a frase favorita era:"Quando eu crescer, eu vou..eu vou…." Era uma sonhadora e os sonhos cresciam, aumentavam, sucediam-se...
No entanto, apesar da imaginação fértil percebi muito cedo que de facto, muitos dos sonhos e aventuras que imaginava, raramente saíam da maneira que ambicionava, sonhara.
Continuo a gostar de sonhar com o futuro, mas agora sinto cada vez mais que não me pertence. Passei a utilizar o termo “ carpe diem “ que para mim significa não apenas viver hoje, mas perceber que a magia do’ hoje’ é tudo o que realmente possuímos, e que muitas vezes satisfaz. O presente é tudo o que temos e cabe a cada um de nós descobrir quais são as maravilhas do dia e abraçá-las.
O mesmo raio de sol, nunca mais vai brilhar no meu cabelo da mesma maneira, por isso este momento é único e, torna-se tão extraordinário! É aí que reside a magia da vida. Eu tento viver o presente.
