quarta-feira, maio 14, 2014

Red flower…


Difícil encontrar as palavras para descrever as surpresas que esta primavera me tem trazido: eu só tenho que olhar, sentir, notar, anotar, registar... sem tintas e pincéis vou fazendo os possíveis, com a  ‘máquina fotográfica’...ela aqui está, a minha papoila nascida de semente talvez trazida pelo vento!
Se eu fosse pintora,  pintaria-tentaria os várias tons que brotam a cada dia: os vermelhos desta papoila-doméstica, os contrastes do sol e sombra, os múltiplos e infinitos verdes.







quinta-feira, maio 01, 2014

Mar de Primavera



Nada como o mar para nos proporcionar momentos de introspecção e serenidade: evadimo-nos da rotina para um lugar sereno, clareamos as ideias tranquilizamos em paz.
Ainda não se sente a areia quente mas o sol já brilha...O ambiente perfumado de maresia, mar sussurrante, calmo, que mal se lhe ouve a ondulação....
Deixo-me envolver: ’pensamentos’ voam ao sabor da brisa! 






quarta-feira, abril 23, 2014

Linus-Kafka


Primavera que tarda em chegar: cenas do quotidiano de  um jardim  partilhado por um gato, um cágado e alguns pares de melros que têm ‘morada’ bem por cima nos bambús. Envolvente atmosfera que por aqui reina:

- Olha Kafka, não acho boa ideia, estares a empurrar o ‘vaso-coco’ da dona!  Tens vertigens? não consegues descer ? Vá…


- Dou-te uma ajuda, salta!


- Olha, vem aí mais chuva, anda que cheira bem na cozinha.Talvez até haja fiambre para nós… anda abriga-te companheiro, que seca este tempo!!!  Detesto ficar em casa.







segunda-feira, abril 14, 2014

‘Surprise’!



 Metade da casca de um coco, um pedaço de terr-rica, e três pequenos cactos. A surpresa surgiu, primeiro em forma de pequenas folhas verdes, dias mais tarde frágeis e delicadas flores!
Estes pontinhos minúsculos de cor são suficientes para me sentir melhor. Adoro quando a mãe natureza me presenteia: magia simples que aparece por vezes, em momentos em que tenho sede de cor.


“O dia de hoje é uma dádiva. É por isso que é chamado de presente.”











domingo, abril 06, 2014

O regresso do “Kafka”



Eis  ‘Kafka’ alheio ao desassossego que por aqui reina, e um pouco baralhado com esta "confusão" do tempo. 
Este ano despertou mais cedo, algo lhe diz que é Primavera, embora o frio e chuva mostrem o contrário. Apesar de ‘meio-hibernado’ ele pressente que a Natureza começa a despertar e segue-lhe os reflexos!
No seu silêncio refugia-se no ‘lago’ de água depois de um breve passeio por entre os novos ambientes.


 “Você não sabe a energia que reside no silêncio.”
   Franz Kafka








sábado, março 29, 2014

Primeiros sinais





Flores que espreitam, e suspiram por um raio de sol e um céu sem nuvens.
Ainda que vagarosos, os passos da natureza,vão oferecendo mais cor, mais luz.
Enquanto as folhas da goiabeira caiem levadas pelo vento, e forram o chão do jardim, misturando folhas com os minúsculos bolbos que brotam da terra, a magnólia já em flor, cria o cenário perfeito para a nova estação que se partilha com o aroma das frésias que já despontaram: fragrâncias únicas!
A primavera chega devagarinho: há que ser paciente…


domingo, março 16, 2014

Linus





Para aqueles que  me vão perguntando’ sobre o paradeiro do meu Linus’, direi que  está feliz e bem, embora levemente irritado por este blog não lhe dar o tempo de antena suficiente. Aqui está ele ansioso para mostrar o seu novo look e expressão facial.
Goiabeira acima, atleta e trepador,  não deixa os pássaros descansar, embora corra o risco de se tornar vegetariano comendo diáriamente os rebentos frescos dos bambús que nascem como pragas.
Não é conflituoso com os gatos da vizinhança mas, está sempre alerta como que espreitando o inimigo. Em pose, e olhar enigmático-felino, eis o Linus, respirando essências de liberdade.


sábado, março 08, 2014

les femmes sont des persones






Estas duas damas de ‘negro’, - esculturas se quiserem - estão na parte oriental de Parliament Hill, em Ottawa, a capital política do imenso país que é Canadá; ali bem sobranceiras ao rio. 
Homenageam Nellie McClung, Irene Parlby, Emily Murphy, Louise McKinney e Henrietta Muir Edwards cinco corajosas mulheres pioneiras na luta das ‘canadenses’ pela igualdade-liberdade, e são agora parte desta paisagem histórica do Canadá. O monumento, inaugurado em outubro de 2000, tem como título "As mulheres são pessoas!". 
Coloquei-me entre Louise Mc Kinney e Nellie L.McClung com orgulho e admiração. E eis-me.
Senti neste momento-monumento um incentivo a continuar a viagem começada pelas "Famous Five" para garantir que um dia todas as mulheres sejam realmente tratadas como iguais, como pessoas.

Porque hoje é o dia internacional da mulher...fica o registo.




sábado, março 01, 2014

Espaço de Paz








Uma serenidade imensa no espaço em redor.
Procurando sol e algum azul em pedaço de céu encontro formas e linhas suaves, contrastes, equilíbrios por entre os velhos sobreiros do parque da Paz. 
Passos em volta nem há. Quase o silêncio.
Sensação de bem-estar em Paz. 






quarta-feira, fevereiro 19, 2014

suavemente


Ainda com alguma timidez,  atreveu-se a sair do seu casulo protector e orgulhosamente revelou-se, adornada com estas cores suavemente belas. Gemendo em gotas de orvalho-pétalas-de- veludo inspirariam qualquer tela de artista!
E quem não quer uma pitada de lilás  deste inverno profundo?
São as minhas primeiras flores no jardim,  numa manhã  ainda sem canto-de-pássaros, apenas momentos de vento e folhas caídas.



Estes dias cinzas não os passaremos em branco, 
mas em vermelho, amarelo, laranja, verde, nas tardes choveremos lilás.
                                                             Chandal Nasser 





quinta-feira, fevereiro 13, 2014

melancolias




A chuva constante, a pouca luz e falta de cores provocam-me nostalgia, porventura alguma melancolia.
Esta ‘real’ natureza leva-me-traz-me de volta à infância, bem distante, ao tempo dos vestidos(inhos), das bonecas, dos laços no cabelo, às brincadeiras-caseiras entre irmãos, ao aroma dos bolos na cozinha, das vozes que tranquilizavam… e tantas outras memórias…
Uma infinidade de lembranças que senti quando fiz esta fotografia.




terça-feira, fevereiro 04, 2014

D’ Inverno




Este silêncio-solidão tira-me o fôlego.
O inverno prolonga-se, parece não ter fim. Eu estou desejando mais cor, mudança, dias mais quentes, mais luz.
No entanto, descobre-se que nestas cores monocromáticas  invernosas, há beleza que me atrai.
Duma caminhada  na  serra  lousanense em tarde húmida e aparentemente triste, recordo e trago esta paleta de inverno. 





quinta-feira, janeiro 23, 2014

Mar de inverno






Poder saborear o mar aqui tão perto, ou ao longe ouvi-lo e senti-lo agitado são realmente momentos bons do dia a dia!
Este mar está este ano tão cheio de mistérios e sinais estranhos: tem contudo um efeito repousante e é um bom sedativo.  
Revolto traz consigo esta espuma em melodia monótona e inconfundível!
Momentos simples e que satisfazem.



E eu acredito firmemente que a natureza traz consolo em todos os problemas.

Anne Frank


quinta-feira, janeiro 16, 2014

5º aniversário


Faz cinco anos que neste espaço plantei este jacarandá. E o que era apenas um tronquinho experimental, rapidamente cresceu tomando forma e lançando ramos que lhe permitiram florescer e se desenvolver num manto lilás.
E em tempos de céu cinzento, sem o canto dos pássaros, nem borboletas, apenas momentos de vento, chuva, e folhas caindo, este espaço floriu mais uma vez para receber os amigos que, com a sua presença ajudam a valer a pena comemorar esta data festiva: Perfumes no ar…






terça-feira, dezembro 31, 2013

Expectante





Uma réstia de sol, mar calmo na orla da praia.
Caminho, calmamente,  passos firmes e largos sempre em frente;  fresca brisa com mensagens de novo ano.
Paisagem perfeita  para colorir  ‘a gosto’ esse 2014, ainda feito de  páginas em branco. Carrego comigo ‘cores’ de esperança, pinto desenhos-em-meus-sonhos.
Viro páginas de calendário com a suavidade das ondas:  invento as cores.



quarta-feira, dezembro 18, 2013

Porque é Natal





Como sempre, mas hoje de um modo muito especial, é para todos os que espreitam esta minha janela virtual aberta para um mundo de aromas, cores, afectos e emoções, que a abro. Aqui fica uma imagem da minha-janela-real que me liga ao exterior e através da qual o mesmo se liga a mim; onde tantas vezes há algo que parece trazer uma mensagem que me diz para eu aqui com-partilhar.
Neste momento sopra o vento nos bambus ecoando hino triste com o eco do mar não muito longe: talvez ‘canção de Inverno’ e prenúncio do ano que está partindo  lentamente.
Abertas ou fechadas as “minhas janelas” constituem uma passagem de luz, e é essa a minha mensagem: um Natal de muita LUZ, que 2014 chegue mais brilhante e que todos os sonhos dos amigos do Perfume de Jacarandá se realizem. Seria bom.
Boas Festas.



segunda-feira, dezembro 09, 2013

Explosão!





Fantástico o que uma semente pode fazer/produzir: algumas irão até ao chão, outras voarão, e um dia quando menos se espera outra planta surgirá. Assim em explosão pacífica e admirável.
A natureza é de facto uma verdadeira dama-criadora de arte : delicio-me pela beleza oferecida.
Com o vento soprando, o jardim fica em suaves tons pastel.




quarta-feira, novembro 27, 2013

Outros tons outonais





As ondas desdobram-se serenamente umas sobre as outras, nos habituais tons de pôr-do-sol-morno de Outono.  Gaivotas  passeiam-se  tranquilas  embaladas pela brisa do fim do dia,  em perfeita  dança de liberdade.
Sentei-me  um pouco, apreciando este quadro vivo,  lugar ideal para quem quer desfrutar da paz que por aqui se respira.



sábado, novembro 16, 2013

Equilíbrios




 Não saberia viver sem esta natureza envolvente...revigora, estabiliza, pacifica-me. Se eu pudesse viver “aqui” o tempo todo, assim o faria…
Quando alguns problemas me tentam ocupar algum espaço, aqui encontro conforto! O ar-silêncio traz consigo pensamentos frescos.
Ali atrás salmões selvagens trepam rio Esk acima, a caminho do Loch Louse, também eles silenciosamente.
No meio do verde e cercada de árvores, sinto  aromas mil e sons-de-brilho.


sexta-feira, novembro 08, 2013

Mutações





Concordo com Albert Camus, quando ele diz que “ o outono é uma segunda Primavera em que cada folha é uma flor".
Há já bastantes dias-semanas que o verão cantou os últimos versos; agora os bambús abanam e deixam folhas brilhando sob as gotas da chuva. Chegam os tons de outono. As escalas viram para o quente,  o amarelo das folhas começa num tom de ouro velho, o verde torna-se sombrio.
Ao contrário da primavera, a beleza encontra-se agora nas folhas que vão caindo e não nas sementes que rebentam e florescem!