Quem não gosta do cheiro a canela em época de Natal e Ano Novo?
Ou da fragrância de uma vela perfumada com o mesmo aroma? Ela traz-me um sentimento de conforto, alegria e optimismo.
Simbolicamente, diz-se, a canela é uma especiaria ligada ao amor, sendo empregada muitas vezes como ingrediente para perfumes mágicos e poções para conquistar a pessoa amada. Há quem acredite que ela atrai o sucesso nos negócios, trazendo sorte e determinação para a solução de problemas. Para mim é simples: adoro o cheiro de canela, (ah! e na cozinha no arroz doce, na aletria, nos sonhos…) evoca-me memórias de férias e festividades, reuniões familiares.
Simplesmente reconfortante.
NOME CIENTÍFICO
Cinnamomum zeylanicum“Cinnamomum” é derivado da palavra Indonésia “Kayumanis”, que significa “ madeira doce
As ondas quebravam uma a uma Eu estava só com a areia e com a espuma Do mar que cantava só para mim. Sophia de Mello Breyner Andreson
sábado, dezembro 26, 2009
...com canela
terça-feira, dezembro 22, 2009
Boas Festas
Em época de sonhos e de paz , decorei a minha “árvore” com bolas de amor e esperança, perfumei o ambiente com “jacarandá” e acendi velinhas em tons lilás.
A todos os amigos que por aqui passam desejo Boas Festas. Agradeço a companhia neste ano que passou, e as mensagens carinhosas e amigas.
Tão boa como os presentes debaixo da árvore de Natal é a presença de todos.
Obrigada
Lila - (lilá(s))
sábado, dezembro 19, 2009
Espírito Natalício
Hoje, ao desembalar caixa a caixa os enfeites de Natal ele foi aparecendo! Estava escondido em delicadas bolas de vidro que agora ornamentam a árvore, com luzes coloridas e aroma de pinheiro fresco.
Causa-me angústia verificar que o que deveria ser uma época cheia de paz, amor, gratidão, reflexão e porque não adoração, tornou-se em corrida frenética e consumista ofuscando o verdadeiro significado da “quadra”. Tento preservar os valores que adquiri na infãncia, lutando contra este consumismo exagerado; são já velhinhas as minhas figuras do presépio e decorações, mas muito valiosas para mim .
Observando a simplicidade da minha árvore, sinto voltarem os sentimentos
que a memória guardava como um tesouro.
O meu espirito de Natal voltou.
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Até seca tem beleza
A alfazema é uma das minhas plantas aromáticas preferidas. Também conhecida por lavanda tem sido cultivada e utilizada desde os primórdios da civilização; perfumada e delicada, rica em propriedades curativas dela se consegue também perfume maravilhoso; basta esperar que sequem. Não irá conservar a fragância por muito tempo, mas mantém a cor e forma .
É verde tem flores azuis-lilás e suas folhas verde-cinzento, alongadas e finas. A alfazema existe em estado silvestre na sua forma pura, porém é mais comum na sua forma híbrida.
Assim, a alfazema cultivada contém mais essência que a silvestre. Óptima para colocar em gavetas proporcionando um aroma agradável.
A colheita deste ano está feita... embora aqui na Aldeia ela se mantenha bem viva e sedutora para quem ali passe.
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Não foi difícil encontrá-la.
sexta-feira, dezembro 04, 2009
Momentos
O cacau, à moda antiga, bem puro e escuro, fumega na chávena; exala um aroma bem forte.
As lareiras proporcionam um ambiente especial e aconchegante que convidam a sonhar: a chama, a calma, as imagens que passam em flashes iluminados.
É bom estar em casa sentindo o vento e a chuva lá fora.
Olho em volta e saboreio.
segunda-feira, novembro 30, 2009
Por aqui
quarta-feira, novembro 25, 2009
" O meu mar "
A magia está nos olhos de quem sabe ver,
é mágico o som do mar, o reflexo do sol colorindo a areia, a espuma da onda que rebenta.
É tão bonita a onda que vem como a que já vejo ao fundo,
e a espuma branca que se forma.
Neste crepúsculo de azuis reflectidos em cada onda,
deixo meus sentires com o mar, correndo sobre a espuma que com o vento se desvanece.
sábado, novembro 21, 2009
kafka no jardim
Os dias estão visivelmente mais frios, o crepúsculo vem mais cedo e as folhas esvoaçam à deriva formando longo e aveludado tapete quando caem no chão; chove bastante.
Mas o Kafka continua a presentear-nos com a sua presença, pois a temperatura ainda o não perturba. Hoje sentiu a minha voz e avançou por entre gotas de chuva até ao local onde me encontrava; curioso como a voz humana o atrai e acorre ligeiro.
É na (sua) tina da água que come o petisco tão desejado : fiambre. Em anos anteriores por esta altura já teria hibernado; está mais crescido este ano e vai ser com pena que o veremos partir para o seu esconderijo, desconhecido, para de lá sair na próxima Primavera.
Deve estar para breve a partida.

segunda-feira, novembro 16, 2009
Inspirações de Outono
A mãe Natureza abençoou-nos com as cores do arco-íris durante os meses de verão; agora deixa-nos com encantadores ‘slides’ de arte na queda outonal da folhagem.
Tons de vermelho e borgonha estão agora á minha volta. Em sincronia perfeita com este ritmo da Natureza, estudo estes detalhes e enriqueço a minha paleta de cores.
Deixo o meu espírito voar....
(Rapoula-Sarzedas)
quinta-feira, novembro 12, 2009
Dama da noite
Quando o sol se põe e escurece no jardim , sente-se um perfume intenso, suave e delicado: a "dama da noite" faz-se anunciar pela abertura de frágeis e delicadas flores de cor quase branca, ou amarelada. Só com um truque de luz artificial lhe poderemos ver iluminadas as pétalas e observar a sua beleza.
Muitos metros em redor, quase estonteando, o seu aroma forte expande-se, atingindo a vizinhança, levando a todos para paraísos estranhos e encantados.
sábado, novembro 07, 2009
Outono delicioso
terça-feira, novembro 03, 2009
Fim de tarde
Caminhar sobre a areia húmida, deliciar-me com a agilidade das gavinhas que com ligeireza se afastam das ondas; observar o voo leve das gaivotas em volta. Olhar este mar calmo e o areal tão grande e quase vazio; em fim de tarde de Outono, temperatura de Verão .
Ao pôr-se no horizonte o sol deixou-me reflexos dourados no cabelo!
um paparazzi registou o momento!
sexta-feira, outubro 30, 2009
Bolinhas
Era ainda muito pequena, talvez 4 anos, quando a minha irmã mais velha, então jovem universitária juntou alguns escudos da sua escassa mesada e me ofereceu um grande boneco de papelão. Era quase do meu tamanho!
Foi baptizado de “bolinhas” pois na cabeça pintada de tinta amarela lhe coloquei um gorro de lã com duas bolinhas penduradas.
O “bolinhas” fez parte da minha vida de criança e acompanhou-me ao logo destes anos todos; tantas vezes lhe peguei ao colo, tantas horas de brincadeira!
Desde há anos que repousa calmamente num sofá do sótão, junto à janela, bem iluminado, sempre com o mesmo sorriso. Algo maltratado pelas quedas que demos em conjunto, tem agora o seu merecido descanso.
Usa chapéu de tecido azul e um fatinho de treino da mesma cor, herança do meu filhote.
Companhia permanente, o “bolinhas” faz parte da minha vida.
domingo, outubro 25, 2009
Uma semente, um jacarandá
O jacarandá é reconhecido como uma das mais belas árvores ornamentais urbanas.
Os frutos lenhosos, semelhantes a castanholas andaluzes, libertam sementes; consegui uma dessas castanholas, abri-a e semeei-a … Poucos dias depois de estar na terra nasceu, nasceram!
Foi um prazer imenso vê-la germinar e transformar-se rapidamente numa pequena planta.
Um mês bastou para que começasse a “ganhar forma”, e agora é vê-la já arvorezinha com imensas e novas folhas.
Só falta escolher o local onde irá ser plantada quando cairem as primeiras chuvas.
Um dia será árvore… um dia terá flor e perfume: O meu jacarandá!
terça-feira, outubro 20, 2009
Inspiração de poetas!
Aldeia de inspiração...
Minha aldeia tem pinheiros
Esvoaçam os passarinhos
Nas varandas tem os cheiros
Da alfazema e rosmaninhos
Tem vermelhos medronhos
Uma delícia prós passantes
Nos ninhos guarda os sonhos
Sonhos novos e os dantes
No olhar de cada aldeão
Brilha uma chama solidária
Repartem o vinho e o pão
Vivência quase legendária
Onde não há solidão
Numa partilha diária
E um "Aldeão" residente, não menos inspirado, poetou assim :
Na minha Aldeia
A esperança vagueia descalça,
piscina do nosso contentamento
de águas cristalinas
em perpétuo movimento.
Pétalas de orgulho
de rosas e buganvílias
jazem no chão dos sentidos
fecundando raízes no ventre da terra.
E o tempo voa veloz
em coração pulsátil
levado nas asas do desejo
envolto em brumas e maresia.
Lábios de ternura
bebem cálices de espanto
erguidos por semi-deuses
efémeros, frágeis e falíveis
E as almas insatisfeitas
perseguem utopias
semeando afectos
na espuma dos dias.
E as flores da "Aldeia" rejubilaram!
quarta-feira, outubro 14, 2009
Porque o sonho existe…
"A minha aldeia não é como as outras, mas tem acreditem os seus ‘encantos’.
É semi urbana, recente, não tem edifícios antigos ou capelas seculares.
Não tem o ritmo ou som dos rebanhos,
não tem caminhos antigos ou muros velhinhos de pedra solta. É uma aldeia com nome e de ‘nome’.
Tem pinhal envolvente, cheiro a pinho e eucalipto; sente-se a maresia ...porque o mar está perto...Há lareiras que fumegam permanentemente quando chega Novembro...quintais, jardins e hortas.
Tem um muro branco a rodeá-la, mas a porta está sempre franqueada, sempre.
É um projecto concebido e partilhado por um grupo de amigos (56) que há 24 anos sonhou, sonhou, trabalhou o ‘sonho’, pagou ‘o sonho’...Pagou uns quantos hectares de terreno-pinhal...e eis a ‘Aldeia’.
Ainda hoje o sonho nos comanda para mais e mais...
E uma das rotinas na ‘aldeia’ são as actividades culturais, como soi dizer-se: serões, encontros, ateliers, exposições, passeios pedestres, ‘janeiras’, serões regionais... gastronómicos. ....enfim!!"
Clica AQUI e entra: vai ser servido café
sábado, outubro 10, 2009
Começando a abrir, no auge de azul
Gosto de saber o nome das flores que comigo se cruzam: encanta-me falar delas, deslumbro-me com as suas cores e formas, os seus aromas.
Esta é uma ”nigella and rain”; as sementes trouxe-as do País de Gales, uma espécie de Alentejo inglês, onde - embora os ingleses não gostem deste 'país'- as flores são aqui muito 'particulares' e especiais.
Esta parece não ter um ‘portuguese name’ e traduzindo do Inglês/Galês, é qualquer coisa como - amor nas nuvens - são dotadas de uma beleza sem igual, suaves como o amor, leves como uma nuvem…
segunda-feira, outubro 05, 2009
...o dia a dia em pequenos nadas
quinta-feira, outubro 01, 2009
Tempo de amoras silvestres.
No Verão ‘essas’ silvas enchem-se destes frutos apetitosos do mais puro que a natureza produz: negras, saborosas, apetecíveis, valem algumas picadelas. Têm um sabor muito especial, e trazem óptimas lembranças de infância.
Trabalho de equipa: O Vicktor nas suas passeatas de fim de tarde ou principio de dia com a cadelita, apanhava um punhado cada dia e guardava congelando: conseguiu a bonita quantidade de dois quilos!
Facilmente chegaram á minha cozinha e foram parar à panela, a mistura das amoras como açúcar deu origem a esta bela compota. Agora é só esperar as tardes mais frias , acender a lareira, e em ambiente acolhedor fazer scones, wafles e provar esta delícia…
